luiz ingá

luiz ingá
luiz ingá

domingo, 5 de setembro de 2010

Passagem do JN no Ar por Ingá (PB) transforma-se em grande acontecimento

qui, 02/09/10
por alfredo bokel |
categoria JN no Ar
Moradores de Ingá fazem faixa para receber o JN no ArUm se surpreendeu, o outro saiu gritando pela rua, teve quem não conseguisse dormir. O prefeito voltou às pressas da capital e recebeu, por telefone, os parabéns do governador. A pequena e simpática Ingá, na Paraíba, vibrou com o resultado do sorteio que colocou a cidade na rota do JN no Ar.
A recepção foi calorosa. Bastou Ernesto Paglia colocar os pés para fora da van para ser saudado com palmas e até abraçado por moradores mais animados.
A faixa de boas-vindas, preparada da noite para o dia, recepcionou a equipe, que sentiu na pele o carinho dos paraibanos.
A servidora pública Gilmara Santiago não viu o sorteio ao vivo pela TV, mas soube rapidamente do resultado por um site de relacionamento. “Começaram a chegar mensagens de parabéns de amigos de Pindamonhangaba (SP), Natal (RN). Eu escrevi no meu perfil: ‘Ingá, do Jornal Nacional para o mundo’”.

JN no Ar é recebido com palmas em Ingá (PB)

qui, 02/09/10
por alfredo bokel |
categoria JN no Ar
Ernesto Paglia é cumprimentado na chega a Ingá (PB)Depois de percorrer cerca de 40 quilômetros de carro em meia hora, desde Campina Grande, o JN no Ar chegou às 9h25 desta quinta em Ingá. O repórter Ernesto Paglia e sua equipe foram recebidos por moradores da cidade paraibana com palmas e até abraços.

Um exemplo para a pequena Ingá (PB)

Um exemplo para a pequena Ingá (PB)

qui, 02/09/10
por alfredo bokel |
categoria JN no Ar
Dennis mostra a Pedra do Ingá para Paglia e para seu xará Dennys LeutzErnesto Paglia apresentou para o Brasil o jovem Dennis Mota, de 26 anos, guia da Pedra do Ingá, o importante monumento arqueológico no interior da Paraíba.
Na cidade em que se vive da agricultura, do serviço público e a esperança de uma vida melhor está no Sudeste e no Sul, Dennis é um exemplo de força de vontade. Estudante de geografia à distância da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), ele fez quatro anos de curso de inglês para receber bem os turistas estrangeiros.
Único guia da Pedra do Ingá, ele se apaixonou por arqueologia acompanhando o trabalho da arqueóloga brasileira Niéde Guidon pela TV.
Hoje, ele gostaria que mais jovens se tornassem guias, já que a Pedra do Ingá recebe uma média de mil visitantes por mês. E, mais do que isso, o ajudassem a preservar esse patrimônio da 

ingá


Edição do dia 02/09/2010
02/09/2010 20h43 - Atualizado em 02/09/2010 21h53

Falta de oportunidades faz população de Ingá migrar em busca de emprego

O destino mais frequente, hoje em dia, é Santa Catarina. Fora a prefeitura, o grande empregador é uma fábrica de calçados que tem mais de 500 funcionários.

O JN no Ar está de volta ao Nordeste. A cidade sorteada na última quarta-feira foi Ingá, na Paraíba. Confira, primeiro, as informações sobre o estado.
Paraíba: cerca de 3,8 milhões habitantes. Entre os nove estados da Região Nordeste, a Paraíba é a sexta economia, apoiada na agropecuária.
A renda média mensal de R$ 713 está abaixo da média nacional de R$ 1.025. Cerca de 60% dos moradores não têm acesso à rede de esgoto.
A mortalidade infantil é de 36,5, acima da média nacional que é de 23,3. A taxa de analfabetismo, 23,5%, também está acima da média brasileira de 9,8%. A Paraíba tem mais de 2,8 milhões eleitores.
O repórter Ernesto Paglia falou, ao vivo, do Aeroporto Presidente João Suassuna, em Campina Grande, o mais próximo de Ingá. A cidade de Ingá fica a 35 quilômetros do aeroporto.
A pequena cidade paraibana tem cerca de 18 mil habitantes e recebeu a equipe do JN no Ar com muita hospitalidade. No estado, a equipe conta com o apoio das TVs Paraíba e Cabo Branco, afiliadas da Rede Globo na Paraíba.
Quando embarcamos, em Vitória, não imaginávamos que a Paraíba nos receberia com chuva e frio. Mas em Ingá, nesta quinta-feira cedo, não podia haver mais calor humano.
Ingá é pequenina, vive do feijão, do milho e da aposentadoria dos veteranos da lavoura. Fora a prefeitura, o grande empregador é a fábrica de calçados esportivos que só trabalha para exportação: tem mais de 500 funcionários. Nesta quinta, uma fila de candidatos tentava entrar para o terceiro turno que vai ser aberto com o aumento da produção. “Geralmente aqui em Ingá só tem a fábrica, que é o melhor emprego”, contou uma moradora.
A maioria não consegue trabalho na cidade e vira migrante. O destino mais frequente, hoje em dia, é Santa Catarina.
Felipe, 16 anos, ficou sozinho em Ingá. Sábado, ele embarcará na primeira viagem de avião, para se juntar às duas irmãs mais velhas, em Blumenau. “Um dia eu volto, não saio daqui não. Aqui é Ingá, minha cidade, nunca vou sair daqui não”, disse ele.
Nem todos se dão bem. Há quem volte com doenças graves, como a Aids. “Muitos deles, se envolvem com drogas, com a vida promíscua, e terminam voltando para o município trazendo consigo o vírus da Aids”.
A policlínica está sobrecarregada. A tuberculose cresceu 30% neste ano. A direção diz que os doentes vêm, principalmente, do presídio que funciona no município.
“O ambiente fechado, sem Recber ventilação, então isso tudo propicia para que a doença se manifeste”.
“Ele ficou muito mal mesmo. Chegou a pesar 45 quilos, para um rapaz alto desses”, lembra a mãe de um presidiário.
A hanseníase, comum em Ingá, cresceu 10% em 2010. A falta saneamento espalha as doenças. A prefeitura foi acionada na Justiça Federal para fazer um aterro sanitário. Com pouca população, fica difícil conseguir verbas federais. Enquanto isso, Ingá só tem um lixão.
O orgulho da cidade é o patrimônio arqueológico. A Pedra de Ingá tem um dos mais sofisticados conjuntos de trabalhos pré-históricos do país. Há estimativas de que algumas gravações na rocha têm mais de 50 mil anos.
Dennis Mota aprendeu sozinho, empolgado com o tesouro da pedra, estudou o tema, foi fazer faculdade de geografia. Insistiu tanto que a prefeitura foi à Justiça e ganhou o direito de administrar o sítio arqueológico, que está nas mãos de particulares.
A partir da semana que vem, Dennis Será o guia oficial da Pedra do Ingá.
“Eu tenho orgulho de ter isso aqui na minha terra. Acho que o Ingá tem condições de cuidar disso, só basta a população abraçar realmente, porque a população é quem menos tem orgulho disso aqui. Eles não sabem o que isso representa”, afirmou.
As mãos das rendeiras de ingá também produzem belezas. Mais de cem mulheres do distrito de Chã dos Pereiras tecem a renda labirinto, herança passada de geração em geração.
“As avós passaram para as filhas, as filhas já estão passando para as netas”, contou a rendeira Josefa de Oliveira.